Os shopping já estão todos enfeitados e os Papais Noéis estão a postos para receber abraços, cartinhas e pedidos de presente. Para os adultos, isso faz parte da estratégia de marketing. Mas, para os pequenos, é tudo encantamento. Não reclame da fila para ver o Papai Noel. Quantos anos mais você acha que seu filho vai acreditar que aquele homem é mesmo o bom velhinho? Celebre a fantasia e a inocência.
O Shopping West Plaza tem um diferencial. Todas as noites, por dez minutos, há neve artificial no bulevar. Para quem discursa contra a importação de culturas e bla-blá-blá é preciso dizer que as crianças acham o máximo a brincadeira. Tem ainda pipoca e algodão doce grátis, palhaços e música ao vivo. O Papai Noel do West Plaza é bem concorrido. No sábado à noite ficamos meia hora na fila. Uma empresa oferece fotos, que podem vir em canecas ou porta-retratos.
No Shopping Bourbon, a decoração está bem caprichada. Como nos anos anteriores, um trenzinho leva as crianças para um passeio por um cenário natalino, com bonecos e brinquedos que se mexem. Para ver Papai Noel também é preciso encarar a fila.
Até agora, o único lugar onde não houve espera para ver Papai Noel foi no Shopping Santa Cruz. O bom velhinho estava lá sentado sozinho na sua poltrona, pleno domingo à tarde.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O show da Palhaça Rubra
Quem ainda não conhece a Palhaça Rubra não pode perder seu espetáculo no Sesc Pompeia, o Show de Variedades da Mesma Coisa. Foi ali que assistimos ao primeiro show dela, no ano passado. Depois participamos do Carnaval da Rubra e fomos a seu show na Virada Sustentável. Voltamos no sábado ao Sesc para ver a Rubra de novo. E nos divertimos muito, mais uma vez.
Rubra, interpretada por Lu Lopes, se apresenta com dois músicos, na bateria e guitarra. O show pode ser de palhaçada, mas a música é levada a sério. Talento não falta aos três. Lu Lopes, que integra também o Jogando no Quintal e a Banda Gigante, é engraçada e mestre no improviso. Além das músicas, o show tem números de palhaço, como o equilibrismo de fio de cabelo.
O público é convidado a participar, seja cantando ou batendo palmas. Quando se der conta, você estará lá cantando "Eleve o tórax", um dos hits de Rubra, e fazendo a coreografia da música. Sim, porque os adultos se divertem tanto quanto as crianças. No cardápio musical tem até Angelo Máximo e Raul Seixas. Até o dia 25, de graça.
Confira seu site: http://www.palhacarubra.com.br/
Rubra, interpretada por Lu Lopes, se apresenta com dois músicos, na bateria e guitarra. O show pode ser de palhaçada, mas a música é levada a sério. Talento não falta aos três. Lu Lopes, que integra também o Jogando no Quintal e a Banda Gigante, é engraçada e mestre no improviso. Além das músicas, o show tem números de palhaço, como o equilibrismo de fio de cabelo.
O público é convidado a participar, seja cantando ou batendo palmas. Quando se der conta, você estará lá cantando "Eleve o tórax", um dos hits de Rubra, e fazendo a coreografia da música. Sim, porque os adultos se divertem tanto quanto as crianças. No cardápio musical tem até Angelo Máximo e Raul Seixas. Até o dia 25, de graça.
Confira seu site: http://www.palhacarubra.com.br/
domingo, 4 de novembro de 2012
"É preciso melhorar o roteiro de lazer para crianças", diz ombudsman da Folha
O tema da coluna da ombudsman da Folha deste domingo (4/11) é programação infantil e a dificuldade de se garimpar as melhores atrações. Foi com esse objetivo que o blog Eu Quero Passear! nasceu: ser um espaço para detalhar e avaliar os programas infantis na cidade, para que pais e filhos tenham condições de escolher a melhor opção de lazer em família. Vejam o texto de Suzana Singer, que foi minha primeira chefe de reportagem:
Dicas "furadas" mostram que é preciso melhorar o roteiro de lazer para crianças em São Paulo
Vai indo que eu não vou
No sábado seguinte ao Dia da Criança, a jornalista Juliana Centini, 28, decidiu levar o filho de dois anos a uma exposição sobre "Como Nasce um Brinquedo". Ela tinha consultado o "Guia Folha" na internet e ficou animada com um molde gigante do Woody, o caubói de "Toy Story", que o menino adora.
Juliana atravessou a cidade: da sua casa na zona norte ao Shopping SP Market, são 36 quilômetros. "Não era nada do que estava descrito. Meu filho ficou frustrado", conta.
O pequeno Artur tinha razão. A exposição resumia-se a dezenas de bonecos expostos em cubos apertados de vidro, nada muito diferente do que se encontra em uma loja de brinquedos. A explicação sobre como eles "nascem" aparecia em cartazes colados à parede, no melhor estilo feira de ciências dos anos 70. O molde do Woody era só uma foto.
Quem cria filho em São Paulo sabe como é difícil arrumar programa de fim de semana. Na revista sãopaulo de 21 de outubro, entre as dicas selecionadas para crianças, estava outra exposição, essa de livros de pano ("Manos que Cuentan").
A descrição da mostra estava correta, mas não faz sentido incluí-la como opção de programa para toda a cidade. Eram só oito livros feitos por artesãs peruanas, sem nada de muito especial, dispostos em pequenas prateleiras de uma biblioteca pública no coração do largo 13. Quem mora nas redondezas pode ter gostado, mas pobre de quem enfrentou o trânsito de Santo Amaro para levar o filho até lá.
Outra sugestão errada para crianças é o Beco do Batman, na Vila Madalena, que aparece no "Guia" on-line. Apesar do nome, a viela, cuja graça são as paredes grafitadas, não é uma atração para pequenos.
Nem tudo o que está nos roteiros de lazer é checado "in loco". Não há tempo nem gente suficientes para visitar todas as mostras, fazer os passeios, assistir a todas as peças e filmes. Esse foi o problema com a dica do Shopping SP Market.
A Redação diz que "o melhor é sempre visitar o local, mas, em alguns casos, a atração é anunciada antes de estar pronta". A apuração, nesses casos, é feita por telefone e com as assessorias de imprensa.
No "Manos que Cuentan", a reportagem foi até o lugar e argumenta que "as opções listadas na revista não incluem só superproduções, porque há pais que preferem outros tipos de atividade". Difícil de engolir. Entre um show do Cirque du Soleil e a exposição feita para os frequentadores da biblioteca, há um abismo gigantesco.
Ao longo dos anos, os roteiros de lazer cresceram muito e o pioneiro "Guia Folha" é o melhor da cidade. Há uma preocupação saudável de selecionar opções para diferentes bolsos e regiões, mas talvez esteja na hora de pensar menos em extensão e mais em qualidade.
Em assuntos como cinema, é essencial listar tudo o que está em cartaz, porque existe cinéfilo que não se importa em pegar dois ônibus e fila para assistir a um filme turco sobre "um casal sufocado pelo vazio e monotonia do cotidiano".
Já outros roteiros, como o destinado a crianças e o de passeios, podem ter menos itens, mas apurados com mais cuidado. É um jeito de eliminar barcas furadas.
Juliana atravessou a cidade: da sua casa na zona norte ao Shopping SP Market, são 36 quilômetros. "Não era nada do que estava descrito. Meu filho ficou frustrado", conta.
O pequeno Artur tinha razão. A exposição resumia-se a dezenas de bonecos expostos em cubos apertados de vidro, nada muito diferente do que se encontra em uma loja de brinquedos. A explicação sobre como eles "nascem" aparecia em cartazes colados à parede, no melhor estilo feira de ciências dos anos 70. O molde do Woody era só uma foto.
Quem cria filho em São Paulo sabe como é difícil arrumar programa de fim de semana. Na revista sãopaulo de 21 de outubro, entre as dicas selecionadas para crianças, estava outra exposição, essa de livros de pano ("Manos que Cuentan").
A descrição da mostra estava correta, mas não faz sentido incluí-la como opção de programa para toda a cidade. Eram só oito livros feitos por artesãs peruanas, sem nada de muito especial, dispostos em pequenas prateleiras de uma biblioteca pública no coração do largo 13. Quem mora nas redondezas pode ter gostado, mas pobre de quem enfrentou o trânsito de Santo Amaro para levar o filho até lá.
Outra sugestão errada para crianças é o Beco do Batman, na Vila Madalena, que aparece no "Guia" on-line. Apesar do nome, a viela, cuja graça são as paredes grafitadas, não é uma atração para pequenos.
Nem tudo o que está nos roteiros de lazer é checado "in loco". Não há tempo nem gente suficientes para visitar todas as mostras, fazer os passeios, assistir a todas as peças e filmes. Esse foi o problema com a dica do Shopping SP Market.
A Redação diz que "o melhor é sempre visitar o local, mas, em alguns casos, a atração é anunciada antes de estar pronta". A apuração, nesses casos, é feita por telefone e com as assessorias de imprensa.
No "Manos que Cuentan", a reportagem foi até o lugar e argumenta que "as opções listadas na revista não incluem só superproduções, porque há pais que preferem outros tipos de atividade". Difícil de engolir. Entre um show do Cirque du Soleil e a exposição feita para os frequentadores da biblioteca, há um abismo gigantesco.
Ao longo dos anos, os roteiros de lazer cresceram muito e o pioneiro "Guia Folha" é o melhor da cidade. Há uma preocupação saudável de selecionar opções para diferentes bolsos e regiões, mas talvez esteja na hora de pensar menos em extensão e mais em qualidade.
Em assuntos como cinema, é essencial listar tudo o que está em cartaz, porque existe cinéfilo que não se importa em pegar dois ônibus e fila para assistir a um filme turco sobre "um casal sufocado pelo vazio e monotonia do cotidiano".
Já outros roteiros, como o destinado a crianças e o de passeios, podem ter menos itens, mas apurados com mais cuidado. É um jeito de eliminar barcas furadas.
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