quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bienal de Arte é coisa de criança?

A resposta é sim! Confesso que ao chegar ao Ibirapuera ainda tinha dúvidas. Na edição anterior, meu filho era bem pequeno e percorri a exposição com ele no carrinho. Mas como seria agora? Logo na entrada uma surpresa me animou: um monitor avisou que em 15 minutos seriam formados dois grupos com guias, um para adultos e outro para... crianças!
No passeio guiado, os monitores selecionam para os pequenos as instalações mais interativas, digamos assim, que tenham sons ou imagens ou que possam ser tocadas. Só o fato de estar em um grupo com outras crianças já anima os pequenos a percorrer a Bienal.
Consciente de que estava guiando um grupo "família" nossa monitora iniciou o tour perguntando se alguém gostaria de parar no banheiro ou bebedouro antes de começar o passeio. A primeira parada foi na instalação de Paulo Vivacqua chamada Interpretação. Trata-se de uma série de desenhos acompanhados por um som correlato. Para ouvir, é preciso chegar perto de cada uma das caixas de som. Foi um sucesso. As criancas saíram dali comentando de quais desenhos e sons gostaram mais. A parada seguinte foi na obra de Ícaro Zorbar, com imagens projetadas na parede que chamaram a atenção das crianças.
Mas elas gostaram mesmo de beber água nos bebedouros que fazem parte da instalação de Nydia Negromonte. Ali também há uma bancada com vegetais cobertos por uma camada de barro e as criancas se divertiram apontando que legumes conseguiam identificar.
Ao subir a rampa a caminho do segundo andar, as crianças se surpreenderam com o monte de terra que simula um deslizamento, de Thiago Rocha Pitta. A obra de Bispo do Rosário foi outra selecionada para o tour infantil, pela sua multiplicidade de cores e formas, com objetos tão comuns ao dia-a- dia. As crianças também se divertem nas "células" de Absalon, que parecem casinhas brancas com porta e janela- mas as escadas e vãos exigem cuidado.
Informações: http://www.bienal.org.br/30bienal/pt/Paginas/default.aspx

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